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Archive for julho \01\UTC 2009

            Alguém já leu Atos capítulo 29? Verdadeiramente espero que não. Pois se você leu é sinal que sua Bíblia é adulterada como outras tantas de várias seitas que encontramos hoje em dia por aí.

            Mas nosso assunto hoje não é seitas e sim Atos 29 … não se preocupe, estou seguro no que estou escrevendo.

            Você não encontrou e não encontrará este capítulo porque ele ainda está sendo escrito. Isso mesmo! Há dois mil anos este capítulo vem sendo escrito pelos cristãos de geração em geração. Não há um escriba ou profeta anotando tudo o que se faz pelo evangelho, ou “digitando” o sofrimento de alguns cristãos ou filmando milagres e cultos maravilhosos. O que ocorre é que tudo o que fazemos pelo evangelho ficará para sempre gravado nos anais da eternidade.

            Poderíamos falar que cada cristão tem o privilégio de terminar o livro de Atos com sua própria vida, seus próprios atos, seus próprios frutos, suas próprias conquistas em favor do reino de Deus. Seria interessante se cada um de nós anotasse tudo o que temos feito pelo Senhor e déssemos continuidade ao livro de Atos. Você aceitaria esse desafio? Afinal temos seguido passos semelhantes aos da igreja primitiva. Hoje ao mesmo tempo em que a igreja cresce numa progressão geométrica, a perseguição também está cada vez mais explícita. Se a lei da homofobia for aprovada, simplesmente os pastores não poderão mais pregar contra o homossexualismo. Na verdade o pastor nem precisa expressar sua ojeriza contra essa opção sexual. O simples fato de expor o que a Bíblia condena já é o suficiente para enquadrá-lo como preconceituoso. Talvez daqui há alguns anos teremos leis proibindo as igrejas de pregarem contra o aborto, ou quem sabe contra poligamia, ou até mesmo contra os vícios.

            Jesus disse que no mundo teríamos aflições e também afirmou que seríamos bem-aventurados quando perseguidos pelo seu nome. Não sei se você tem discernimento das coisas espirituais, mas uma grande parte do povo de Deus já consegue enxergar que as perseguições ocorridas com os primeiros irmãos podem voltar a acontecer em breve. Daqui há algum tempo poderá ser normal vermos um pastor, ou um presbítero, ou um simples membro de igreja numa cela de cadeia pelo simples fato de condenar o homossexualismo. Geralmente todas as novelas da Rede Globo retratam esse comportamento sexual como normal e aberto. Mas a última novela pegou pesado e abriu uma grande polêmica contra os evangélicos quando houve o ataque dos crentes contra o “triângulo amoroso” em questão. É claro que essa atitude não reflete o caráter de Cristo. Se Jesus estivesse numa situação assim, ele agiria com amor, pois não somos contra os homossexuais e sim contra o pecado que habita neles. Só que mostrando uma cena dessas num horário nobre, onde pelo menos 50 milhões de pessoas estão vendo a novela, a Rede Globo torna-se uma forte formadora de opiniões e a maioria dos telespectadores passa a ver os crentes dessa maneira. O que mais me preocupa é que milhares de evangélicos são telespectadores assíduos desse tipo de programação, ou seja, gostam de ver manifestações que vão contra seus princípios religiosos. Vou ainda mais longe: vêem programas que zombam e até mesmo colocam em dúvida a palavra de Deus. Pra mim crentes assim poderiam perfeitamente participar de uma passeata GLS.

            Aí que está o problema. Muitos crentes já estão prontos para conviver a grande tribulação. Ou seja, são seres vivos totalmente adaptáveis ao meio em que vivem. Quando estão dentro de uma igreja, seguem sem medo os ensinamentos de Deus. Quando estão na rua, adaptam-se ao ambiente. Se num bar, sentam numa roda de bebida sem ao menos expor sua visão sobre o assunto. Se estão no ambiente de trabalho, não falam contra relacionamentos extraconjugais ou contra o homossexualismo pois isso iria deixá-los de fora da “patota”. Reparem no que Paulo escreveu no versículo 12 de Filipenses 1: “as coisas que me acontecem têm, antes, contribuído para o progresso do evangelho”. No teu Atos 29 consta esse versículo? O que acontecia com Paulo? Ele era perseguido em todo o tempo pelo simples fato de expor sua ideologia, expor a palavra de Deus e confrontar as pessoas com seus erros. Pelo mesmo motivo Jesus foi crucificado. O que tem te acontecido em favor do evangelho? Tens sido perseguido pelos teus colegas de aula ou trabalho? Ou tens te calado perante eles para que não te excluam de suas “rodinhas” de comentários.

            No verso 16 Paulo se intitula “defensor do evangelho”. Essa oração deve estar em nossos lábios diariamente. “Senhor, dá-me ousadia para ser um defensor da tua palavra, dos teus preceitos.”. É isso que Paulo fazia. Se ia ser preso, açoitado ou apedrejado por isso, tanto faz, afinal para ele o sofrimento por amor a Cristo era uma alegria. Ele chegou a afirmar que morrer seria lucro, tamanho sofrimento que já sofrera na Terra. Mas por amor de Cristo afirmou que se continuando vivo traria mais frutos e o evangelho seria mais anunciado ainda, já não saberia o que escolher: se morrera para encontrar-se com o Senhor ou se adiaria um pouco mais seu sofrimento em prol do evangelho.

            Não peço que cada um seja como Paulo. Seria difícil, pois ele foi um dos maiores ícones do evangelho que o mundo já viu. Mas quero pedir para cada um que ler esse texto que procure escrever seu próprio capítulo de Atos 29 da melhor maneira possível. Que quando Deus ler seu capítulo, ele possa esboçar um sorriso e mostrar alegria nos seus passos aqui na Terra. Que seu capítulo 29 de Atos não sirva para vergonha do evangelho e sim para impacto e decisão para quem tiver acesso a ele.

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          Certa vez um professor ateu desafiou seus alunos fazendo a seguinte pergunta: “Deus fez tudo que existe?”. Um estudante prontamente respondeu dizendo que sim. O professor, então, fez a seguinte afirmação: Se Deus fez tudo, então ele também fez o mal, e se aquilo que fazemos é reflexo do que nós somos então Deus é mal!”. O estudante então ficou quieto e o professor começou a se vangloriar de que a fé era apenas um mito. Mas outro aluno fez então a seguinte pergunta ao professor ateu: “A escuridão existe?”. O professor logo respondeu: “Claro que sim.” O estudante então disse o seguinte: “A escuridão não existe! A escuridão é a ausência de luz. Estuda-se a luz, mas a escuridão não. O prisma, por exemplo, decompõe a luz branca nas suas várias cores. A escuridão não. Como se faz para determinar quão escuro está um local? Com base na quantidade de luz presente, não é mesmo? A escuridão é um termo criado para descrever a ausência de luz”. Finalmente o aluno fez mais uma pergunta ao professor ateu: “O mal existe?”. O professor respondeu prontamente: “Claro que existe!”. O estudante então falou novamente: “O mal não existe por si só. O mal é simplesmente a ausência de Deus. Deus não criou o mal! O mal é o resultado da falta de Deus no coração das pessoas. É como a escuridão que acontece quando não hã luz. Na ausência de Deus na vida das pessoas aparece o mal”.

            Neste pequeno texto podemos tirar várias lições.

            Primeiro, o inimigo sempre vai te acusar, te confrontar com a própria palavra de Deus. Podemos ver que o professor, mesmo ateu, cita que Deus fez tudo o que há. Quando Jesus foi tentado, o diabo fez afirmações 100% embasadas na palavra de Deus. Jesus poderia transformar a pedra em pão e também poderia se atirar do penhasco e chamar os anjos para protegê-lo. Isso acontece diariamente com muitos crentes. Ouvimos afirmações de familiares, amigos ou até irmãos da igreja e vemos nisso a palavra de Deus quando no fundo deveríamos agir como quando Jesus disse a Pedro: “Arreda-te Satanás!”. É complicado analisar, mas temos que pedir para Deus um “treinamento” para distinguir se o que ouvimos vem realmente Dele. As palavras têm 3 origens diferentes: Ou elas vêm de Deus, ou a pessoa que nos fala não sabe controlar suas emoções ou o próprio diabo usa alguém para nos dizer algo. Devemos então buscar em Deus sabedoria para esse tipo de situação.

            Segundo, no texto citado acima, claramente o diabo quis criar um confronto entre um dos seus e um aluno crente. Quando o professor largou a primeira afirmativa, creio que o aluno irou-se no Senhor e prontamente rebateu. Só que ele não estava preparado para isso, tanto que o professor retrucou a afirmação e o aluno calou-se. O diabo está rondando nossos passos justamente para criar confrontos diariamente. Ele só sabe fazer isso. E devemos estar prontos. No texto vemos a misericórdia de Deus que prontamente levantou outro aluno para defender o primeiro e à causa do evangelho. Você é muito importante para a obra de Deus, mas saiba que se não te preparas para isso, Deus usa outra pessoa. Possivelmente o primeiro aluno era um crente domingueiro, que chega atrasado ao culto, vai várias vezes tomar água e ao banheiro durante a pregação, não gosta quando um certo cantor vai dirigir a reunião, não gosta de participar de grupos caseiros, não gosta de dar dízimos e ofertas e ainda critica o pastor e à diretoria da igreja. Crentes assim são a maioria nos nossos dias de hoje. E o pior de tudo é que se acham fortes e aptos para a batalha espiritual. Nesta história não houve seqüelas pois tratava-se meramente de uma sala de aula. Mas a batalha contra o diabo pode ser muito mais violenta que isso. Esteja preparado!

            Terceiro, não argumente muito com o diabo. Também não dê espaço para ele falar. Há igrejas que têm na mesa de som um canal exclusivo para o “microfone do diabo”. Para muitos é engraçado, mas na realidade é uma tristeza ver que perdemos um tempo precioso ouvindo as bobagens que o diabo diz quando poderíamos estar ouvindo a palavra de Deus ou entoando cânticos de louvor. Nesse tipo de batalha o melhor é encerrá-la o mais rápido possível. Não esqueça que somos homens pecadores e o diabo vai sempre tentar nos pegar por um lado ou outro. Quanto mais tempo deres a ele, mais ele te acusará, te fará lembrar-se de erros do passado e a chance de te convencer que não podes vencê-lo só aumentará. Na Bíblia vemos que Jesus no máximo trocou duas palavras com os espíritos que habitavam nas pessoas atormentadas. Reflita bem a sua vida e analise se tens condições de ficar duelando com o inimigo. Há muitos crentes que batem no peito com orgulho dizendo que “são mais do que vencedores” ou dizem baseados na Bíblia que “tudo podem” e alguns ainda enchem o peito e fala que “o diabo está debaixo do meu pé”. Não quero escandalizar ninguém, mas quero lembrar que não somos nada, viemos do pó e ao pó voltaremos. Quando lemos afirmações como essas na Bíblia, estamos vendo discípulos e apóstolos totalmente comprometidos com Deus e com o evangelho. Vemos pessoas irrepreensíveis, dominadoras da palavra e que pagavam um preço para estar nesta situação. Se você age como eles, ótimo. Mas senão, tome cuidado. Analise sua vida e veja se tens condições de entrar no campo de batalha sozinho. Peça ajuda ao seu pastor, presbítero ou obreiro. É melhor montarmos um exército do que virarmos um mártir.

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Zelo

          O zelo pela obra de Deus também é um ponto fraco na maioria das igrejas que podemos visitar. Quando digo que falta zelo, não quero dizer que as pessoas são relaxadas. Não confunda! Não ser relaxado é o mínimo que devemos ser em qualquer ramo da sociedade, não só na igreja de Deus.

         Mas então o que é ter zelo pelas coisas de Deus?

         O zelo é facilmente visto nas pessoas que o tem como um dos pilares da sua vida em Cristo. Ele se manifesta no ardor e no cuidado extremo que temos em relação a Deus e à sua obra. É o próprio ato de renunciar o “eu” e dar lugar ao mover do Espírito Santo. É deixar pra trás planos e metas pessoais, os quais planejamos por muitos anos, e voltar nossa face ao criador e dizer o tão já dito: “Eis-me aqui, Senhor”.

         Como o apóstolo Paulo disse aos Gálatas, no capítulo 2 e versículo 20, “não sou eu quem vivo, mas Cristo vive em mim”. Falar isso é simples, como todos os versículos da Bíblia. O fato é: devemos praticar isso, como Paulo fazia. Muitas vezes parece fácil, pois diariamente estamos conseguindo “adaptar” o evangelho às nossas necessidades, às nossas vontades. Mas a vida genuína em Cristo é constituída de renúncias e atos de amor que, muitas vezes, vão contra nossas próprias vontades.

         Mas como podemos ver o zelo manifestado em nós? Como notamos o zelo pela obra de Deus manifestado através de nossos irmãos e companheiros de ministério?

         Primeiramente, o zelo nos leva a ter uma vida de amor. Em primeiro lugar a Deus e conseqüentemente aos nossos irmãos. Um dos maiores obstáculos que constantemente bloqueia o crescimento espiritual de um crente é o fracasso ao tentar viver uma vida embasada no amor. E não digo amor ao próximo! Estou falando de amar diretamente ao Senhor. Palavra dura? Não. Isso é um fato corriqueiro, porém não notado por muitos. Há crentes que falam como qualquer outra pessoa aí do mundo: “Eu? Eu respeito a Deus, creio nele. Eu não faço mal a ninguém, dou esmolas, entrego todos os meses sextas básicas numa creche perto da minha casa, ajudo os velhinhos do asilo, etc., etc., etc.”. Podemos ver nessa frase que mesmo dentro do ambiente cristão, está sendo fomentada uma idéia de que as obras mostram o amor que temos para os demais e o simples fato de crer em Deus e respeitar seus mandamentos já nos transforma num amante fervoroso do reino dos céus e do nosso criador.

         Que idéia mais errônea! Quando, em Marcos 10:17 um homem chega-se a Jesus e pergunta o que deveria fazer para herdar a vida eterna, Jesus confronta-o com os mandamentos da lei mosaica. O homem, de peito cheio, afirmou que obedecia a todos e então Jesus mandou que vendesse seus bens e distribuísse aos pobres. O que podemos aprender aqui? Que o simples fato de obedecer a palavra não nos faz zelosos e muito menos nos garante a vida eterna. Muito menos vender tudo e distribuir aos pobres, pois o coração daquele homem estava no dinheiro. O que Deus espera de nós é uma vida de entrega, de renúncia, uma vida diante do seu trono e a todo tempo dizendo: “Senhor, o que queres que eu faça? Estou aqui para te servir!”.

         Deus não cede lugar ao nosso trabalho. Deus não cede lugar à nossa igreja. Deus não cede lugar à nossa família! Isso mesmo. Ele está em primeiro lugar e ponto final. Abaixo dele estão todas as demais coisas. Mateus 6:33 diz que devemos buscar primeiro o reino de Deus. O resto é resto!

         Em segundo lugar, o zelo nos leva a obedecer a Deus. É impossível sermos bons servos se não obedecemos ao nosso Senhor. A primeira ordem que Deus te dá hoje está em 1 Pedro 1:16 que diz: “sede santos porque Eu sou santo”. Pronto, já temos um longo trabalho por aí. Não é fácil, nos dias de hoje, renunciar a tudo o que o mundo nos oferece gratuitamente. Mas Deus é tão bom que nos deixou um pequeno manual do que devemos ou não fazer para que possamos um dia nos enquadrar na santidade que Ele planejou para nós. Em Gálatas 5, a partir do versículo 19, temos uma relação do que podemos ou não fazer para mostrarmos zelo para com o nosso Senhor e sua vontade.

         Muitas pessoas têm dificuldade em saber a vontade de Deus para si. Não conseguem entender os planos de Deus. Como vão então poder obedecê-lo?

         Se você não entende os planos de Deus para ti, talvez esteja faltando falar um pouco com ele. Perguntar, se colocar frente a frente e questioná-lo sobre o que ele tem pra ti no futuro. Para isso, basta orar, orar e orar.

         Terceiro, com o zelo, criamos uma confiança em Deus. Essa talvez é a parte mais complicada de todas. Todos nós falamos de peito estufado que confiamos em Deus, entregamos nosso caminho a Ele conforme diz a palavra e tudo mais. Mas na tão falada “hora do vamos ver” aí o bicho pega. Em Provérbios 3:5 fala: “Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento”. Resta alguma dúvida? Quando nos embasamos no nosso conhecimento, que pra Deus não serve pra nada, é que as coisas começam a dar errado em nossas vidas. Pregamos, cantamos e falamos abertamente que o Senhor tem o melhor pra nós, que Ele nos mantém, que Ele sabe das nossas necessidades, que nunca foi visto um justo mendigar o pão, etc., etc., etc., porém quando nos deparamos com uma situação difícil ou colocamos diretamente a culpa no diabo ou murmuramos contra Deus, que até poucos minutos atrás era nosso provedor e protetor.

         Imagina se estivéssemos na pele de Abraão? Não digo só no momento do quase sacrifício de Isaque. Penso antes, no começo da vida dele com Deus, no seu chamado. Deus tirou-o da sua terra, do seu conforto e simplesmente mandou que ele andasse, literalmente sem lenço e sem documento. Saiu de Ur sem lugar determinado para ir. Apenas confiou em Deus. E quando o Senhor prometera uma nação para Abraão? Um homem velho e cansado, porém ainda sem filhos! Quantas pessoas você acha que Deus encontraria assim hoje, na Terra, se Ele fizesse um rastreamento? Acho que muito poucas. E então no sacrifício de Isaque? Primeiro Deus dá uma bênção e depois a toma de volta? No entanto Abraão foi até o limite do teste que o Senhor o colocara a prova.

         Neste mundo capitalista de hoje, cada vez mais nossa mente está treinada a duvidar da capacidade de ação do nosso Deus. Emprestamos dinheiro a amigos e parentes, sem saber se nos pagarão ou não, no entanto não somos capazes de dar ofertas e investir no reino dos céus. Uma vez eu falei para um amigo meu: Queres que eu te prove que tu confias em qualquer um mais do que no próprio Deus? E ele duvidou de mim. Então eu disse: Se tu fores agora a qualquer loja de eletrodomésticos e comprares uma geladeira de mil reais à vista o que eles te dirão sobre a entrega? Ele respondeu: Que me entregarão em no máximo dois ou três dias. Então afirmei: Viu? Pagaste um eletrodoméstico à vista e nem sabes se é verdade que vão te entregar. E se a loja falir? E se o entregador roubar a geladeira? Várias coisas podem acontecer. Agora, quando vamos à igreja, pedir, pedir e só pedir coisas pra Deus, sempre queremos que Ele faça primeiro nossa vontade. Pedimos a Deus uma bênção e prometemos fazer algo em troca se formos atendidos. Pedimos a Deus um emprego para ganhar cinco mil reais e dizemos que vamos dar vinte por cento de dízimo no primeiro mês. Se, confiamos de verdade no Senhor, porque já não damos esse dízimo antes mesmo de conseguir este emprego? Guarde a resposta para si e medite nisso.

         Quando o profeta Elias multiplicou o azeite da viúva de Sarepta, a fome já durava três anos e a situação era terrível. Elias, a mando de Deus, foi para a região e ao invés de abençoar a viúva, primeiro pediu água e pão. Ela abalou-se e disse que não tinha nada em casa. Ia fazer o que seria a última refeição para ela e seu filho, e depois disso esperar a morte chegar. E o que Elias disse? Faça conforme dizer, mas primeiro faça para mim um bolo.Meus DEUS! Imagina isso hoje em nossos lares? O pastor te visita, tua mesa e dispensa vazias e ele ainda te pede um bolo? Eu imagino Elias comendo o bolo e a viúva junto com seu filho só assistindo. Mas ela confiou no profeta e na palavra que Deus dera através dele que não faltaria farinha nem azeite até o dia em que Deus voltasse a derramar chuva. Pronto. Ela buscou primeiro o reino de Deus e as outras coisas lhe foram acrescentadas. Ler isso é fácil né? Quero ver VIVER dessa maneira, ou seja, da maneira que Deus quer, confiando nele em todo o momento.

         Aí sim, mostraremos o verdadeiro ZELO por Deus e por sua obra.

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         Estes dias eu estava meditando, ouvindo o novo CD do André Valadão – FÉ, e Deus começou a trabalhar em meu coração e me confrontar com o que tenho visto nas igrejas e, acima de tudo, me confrontado com o modo pelo qual tenho me dedicado ao ministério de louvor.

         Pra mim, o amor de Deus comigo é o mais nobre dos sentimentos. E quando Ele chega a mim para ministrar ao meu coração, quer seja me confortando ou me confrontando, sinto esse amor ainda mais forte.

         Quando Deus fala pesadamente conosco, imediatamente temos uma tendência a achar que “é coisa da nossa cabeça” ou até conseguimos colocar culpa no diabo, que coitado, muitas vezes não tem nada a ver com isso.

         Eu mesmo já recebi várias palavras duras de Deus, as quais direcionei a um irmão específico ou até mesmo compartilhei com a igreja. Mas, em todos os casos, considerei-me como primeiro necessitado a ouvir o que o Espírito Santo tem para dizer.

         Saibamos então absorver as palavras que chegam a nós. Se Deus nos confronta com nosso agir, nada mais devemos fazer do que ficar felizes ao ver o zelo que Ele mostra para conosco.

         Então, voltando ao foco do estudo em questão, andei observando os louvores de algumas igrejas que tenho visitado, verifiquei na internet ou em livrarias os lançamentos recentes de cantores e bandas evangélicas, meditei em algumas letras e analisei melodias e harmonias das mais variadas possíveis.

         Posso afirmar a vocês que, após todo esse trabalho, sinto que a essência original do louvor e adoração está se esvaindo de nossas igrejas. Não em sua totalidade, mas em grande parte. Igrejas que não zelam pela qualidade das canções ministradas, músicos que não se dedicam ao ministério com o mínimo de esforço que Deus espera deles, equipamentos em total deterioração e sem uma manutenção mínima e canções sem pé nem cabeça, com letras repetitivas e melodias pobres.

         Não vou deter-me nesses tópicos, pois os mesmos serão abordados mais adiante no decorrer deste estudo. Mas se você acha que estou exagerando, faça uma análise mais criteriosa e observe bem o que temos tentado elevar ao trono santo e sublime do nosso Deus.

         Como homem, reconheço que não sou perfeito e que poderia estar apresentando uma qualidade melhor para Deus no que tenho feito. Mas oro constantemente e peço a Ele unção, direção e acima de tudo inspiração, pois sem essas três coisas, sinto em dizer, mas não temos nada a oferecer a Ele.

         Temos várias passagens Bíblicas que podem nos mostrar o que Deus espera de nós em relação ao louvor. Louvor, que pra mim, é a parte mais importante do culto. Para muitos ainda é a pregação, pois é quando Deus fala ao homem. Mas te digo irmão, que mesmo que Deus não fale comigo, mesmo que Deus se cale por um período ou mesmo que eu ande sozinho por um deserto, jamais poderei deixar de louvá-lo.

         Deus merece nosso louvor e adoração e simplesmente não somos dignos ou merecedores de ouvir nada dele. Isso mesmo! Você está abismado com essa afirmação? Ou você está exigindo que Deus fale contigo?

         O que a palavra de Deus fala sobre isso?

          Salmo 22:3 ð “Porém tu és Santo, tu que habitas entre os louvores de Israel”

          Conforme o texto, Deus habita no meio dos louvores. Mas que tipo de louvor Ele espera de nós? Que tipo de atitudes Ele espera de nós? O que realmente ele quer que nós sejamos?

          A seguir vamos buscar resposta para estas perguntas e outros questionamentos que possam surgir.

         Os cinco tópicos do nosso estudo são: Investimento, Zelo, Serviço, Aprimoramento e Reverência.

  

Investimento

          Este é sem dúvida o lado que mais pesa quando pensamos em melhorar o louvor. Talvez para muitos seja o tópico que mais nos amedronte, pois mexe diretamente com nosso bolso, nossas finanças. Este é o motivo pelo qual o coloquei em primeiro lugar. Como os cinco tópicos trabalham juntos, se você não conseguir aceitar ou entender este primeiro, nem haverá necessidade de ler os demais.

         Você pode estar se questionando ou até estar indignado comigo dizendo: “Mas eu já dou o dízimo e as ofertas, para quê gastar com o louvor?”. Bom, primeiro, se você não sabe, os dízimos e ofertas são atos que nada têm a ver com o louvor. Quando digo aqui “louvor”, me refiro ao ministério da música mais precisamente. Voltando, dízimos e ofertas são atos de fé que exercemos com alegria, devolvendo parte do que Deus nos deu durante o mês, com a finalidade de manter sua casa, investir em missões e ajudar aos necessitados.

         Quando falo em “investir” no louvor, além da parte financeira, também falo sobre nosso tempo, nossos talentos, nossa vida!

         É isso mesmo que Deus deseja… TUDO!

         No antigo testamento o sacerdócio dos levitas era tão importante e tão valoroso que eles não tinham direito a outras coisas a não ser louvar a Deus e realizar os afazeres do templo. Em Números 18:23 lemos: Mas os levitas executarão o ministério da tenda da congregação, e eles levarão sobre si a sua iniqüidade; pelas vossas gerações estatuto perpétuo será; e no meio dos filhos de Israel nenhuma herança terão”. Alguma dúvida? Reparem o valor que Deus dá ao ministério de louvor. Simplesmente os levitas não tiveram herança na divisão das terras entre as tribos.

         Agora vamos olhar para nós mesmos. Estou investindo no ministério para dar e reconhecer o devido valor que ele tem para mim? Para Deus, o ministério de louvor é valiosíssimo. E para ti? Que posição ele ocupa na tua vida?

         Hoje em dia, diferente do que víamos em Números e também devido ao nosso modelo econômico, cada levita possui seu trabalho secular, sua família, suas contas para serem pagas no final de cada mês, etc. E, na maioria das vezes, isso nos impede de investir nosso dinheiro no ministério de louvor. Podemos ver músicos que, na hora da apresentação durante o culto são uma bênção, mas na hora de ofertar cinco ou dez reais para que o líder possa comprar transparências, cabos, ou qualquer outro equipamento necessário, aí literalmente o “bicho pega”.

         Como um músico consegue subir ao púlpito, ministrar louvores a Deus, fazer com que a presença de Deus se torne notória durante o período de louvor, se agir de um modo desses? A resposta é clara e simples: somente pela infinita e diariamente renovável misericórdia de Deus. Se não fosse por ela, os resultados da maioria dos cultos seriam diferentes. Sabemos que Deus honra a quem trabalha e dá o devido valor à obra e que também honra os irmãos que vão a um culto com o coração voltado a louvá-lo e engrandecê-lo. Mas isso acabou gerando em nós uma legalidade para fazer as coisas relaxadamente. Quando analisamos o estado em que estamos, ou vemos nossos cabos remendados, ou instrumentos que não conseguem ficar meia música afinados, ou microfones que não servem nem para karaokês domésticos, imediatamente jogamos a bola pra Deus e clamamos por suas bênçãos e sua misericórdia. E se um dia ele fizer pouco caso da nossa oração? Se ele ainda não fez isso contigo, prepare-se pois fará em breve. Eu já participei de grupos de louvor num passado não muito próximo em que as condições eram as mais precárias possíveis. Tínhamos fios de energia remendados e com pontas descobertas que não eram dignos de estar numa favela onde existem tantos “gatos” nos postes de energia. Vi várias vezes cabos P-10 sem a capa do plug, duas ou três emendas num mesmo cabo, banco de bateria sustentado por arames, microfones que só funcionavam se o ministrante enrolasse duas voltas ao redor das mãos e muitas outras coisas que só Deus sabe. Mas o que mais me impressionava não era isso e sim a petulância dos líderes que, ao orarem antes dos cultos, naquelas orações que duram de trinta segundos a no máximo um minuto, pediam a Deus que abençoasse o culto, que “tomasse conta” dos equipamentos e que nada desse errado. Hora, eu nem sei que nome dar a isso. Se chamo de cinismo ou de uma hipocrisia sem tamanho.

         Querido irmão, que a partir de hoje você nunca mais envergonhe a Deus com uma situação dessas. Quando você sair, peça pro Espírito Santo policiar você. Quantas vezes gastamos nosso dinheiro com coisas fúteis enquanto não temos um cabo pra ligar nosso violão? Como posso aceitar músicos sem cabos? Ou bateristas sem baquetas? Se você questiona um pastor sobre como ele faz os sermões, se faz um esboço ou não, etc., provavelmente perguntará que Bíblia ele possui. O mesmo se faz com os músicos. Uma vez eu conversei com um irmão e perguntei se era músico ou o que tocava. Ele me disse: eu sou baixista. Aí eu perguntei: Legal, qual a marca do teu baixo? Que baixo tu usas? E ele me respondeu: eu não tenho instrumento. Na hora eu larguei: então tu não és baixista. Tu “estás” baixista neste momento, mas não és. E é assim mesmo que eu penso. Jamais quero que entres em dívidas para comprar instrumentos ou tires comida da tua mesa. Mas tenho certeza que, se Deus te deu um dom, eu duvido que ele não tenha te abençoado para comprar um instrumento. Não prego também a necessidade de ir a uma loja e comprar de cara uma Gibson de seis mil reais ou uma Fender Signature de mais de dez mil reais. Nada disso! Eu comecei com uma guitarra Jennifer que era bem ruim, ruim mesmo. Sofria para mantê-la afinada, mas na época foi o que Deus me proporcionou e eu era muito feliz usando-a para a obra que Ele me havia designado. Orei e pedi que ele desse um upgrade no meu equipamento e nunca vou esquecer aquele mês de Abril. Em meados de 1992, eu, o Vítor (baixista) e o Luciano (baterista) éramos os músicos do Grupo Missionário de Jovens da Igreja do Evangelho Quadrangular de Criciúma-SC e estávamos orando e pedindo a Deus que nos abençoasse pois tínhamos poucos recursos para tocar como queríamos. Nossos instrumentos eram realmente ruins. E no mês de Abril iríamos tocar no Congresso Estadual de Jovens em Lages-SC. Um sonho que Deus tinha nos realizado, no entanto faltava alguma coisa. Faltando uns quinze dias para o evento Deus abriu as portas simultaneamente e compramos a guitarra (a qual tenho até hoje), o baixo e um set de pratos para a bateria além de um pedal duplo! GLÓRIA A DEUS!!! Precisavam ver nossa alegria. Fomos com todo o gás e o Senhor nos honrou e o evento foi uma bênção.

         É isso que eu digo. Se tiveres um instrumento fraco, de baixa qualidade, amém, siga fazendo a obra, mas sempre tendo em mente e pedindo a Deus que dê recursos ou abra as portas para que possas melhorar, pois como todos dizem, “para Deus, o melhor”.

         É muito fácil a gente cantar “Teu, teu, tudo é teu” até que falamos do nosso dinheiro. Mas que possamos mudar nosso pensamento e refletir no que Deus quer de nós. Questione-se sobre seu chamado, sobre a maneira que estás fazendo as coisas e Deus falará contigo.

         Com o teu tempo, faze o mesmo. Invista teu tempo no ministério de louvor. Os ensaios são para serem freqüentados. As reuniões também. Do mesmo modo as idas aos montes e vigílias. Sem falar no culto de oração, que é o terror dos músicos (neste momento estou rindo, relembrando vários casos). Sabemos que há um tabu onde se diz que “músico não hora”. Isso tem uma grande parcela de verdade, mas que NO NOME DE JESUS será quebrado a partir de hoje, AMÉM! Dizem, com razão na maioria dos casos, que músico também não louva, não canta. Isso é um fato visível na maioria das igrejas, mas também deve ser quebrado. Quer ver um músico ficar perdidinho no culto? Tira ele da escala um mês e coloca no banco para louvar, cantar, bater palmas e pular na presença de Deus. A maioria fica até sem saber o que fazer, afinal, o músico está condicionado a sempre estar com algum instrumento pendurado no pescoço durante o louvor, e é verdade mesmo! Atualmente eu participo do Ministério de Louvor Além do Rio, bastante conhecido dos leitores do Jornal Torre Forte. Fundamos a banda há dois anos e meio e temos feito a obra de Deus. Mas faz seis meses que não tenho tocado no ministério de louvor da minha igreja local. Precisam ver como isso foi bom pra mim. Deus tem me tratado em várias situações e falado comigo durante os louvores de uma maneira como nunca houvera feito antes, enquanto eu estava tocando. Às vezes é bom o músico sentar e participar do louvor como se fosse um membro comum, sem um ministério definido. Experimente isso e verás como Deus fala através dos louvores.

         Então irmão, não esqueça: o investimento material e espiritual é fundamental para o bom andamento do louvor. Faça um teste!

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