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Archive for março \23\UTC 2012

A oferta de Caim

Todos conhecem de cor e salteado a história de Caim e Abel. Não é necessário profundo conhecimento bíblico e muito menos ser evangélico para saber que Caim teve inveja e acabou matando seu irmão.

Até aí nenhuma novidade. Mas vamos tentar tirar algo novo dessa história.

Todo mundo diz que o pecado de Caim foi a inveja. E realmente foi esse o impulso necessário para que ocorresse o primeiro ‘crime’ na humanidade. Depois dele a coisa só foi piorando e nem imagino a que patamares chegará.

Vendo a situação de Caim eu posso, sem fazer muita força, recordar vários irmãozinhos abençoados pertencentes ao corpo de Cristo. Ele foi criado num lar cristão, ouvindo sempre algo sobre Deus, sobre a criação, sobre como sua mãe veio ao mundo, etc. Era familiarizado com as coisas de Deus. Caim ouvia histórias que garanto nenhum de nós nunca ouviu e nunca ouvirá. Seus pais simplesmente passeavam com Deus pelo Éden!

Hoje na igreja temos muitas pessoas na mesma situação. Criadas no evangelho, conhecedoras das maravilhas e da santidade de Deus. Só que a inveja é apenas um dos pecados ‘corriqueiros’ nas igrejas de hoje.

Mas como diz o velho ditado, “é melhor prevenir do que remediar”. Então, onde nasceu a inveja no coração de Caim?

Isso é fácil de explicar. Fica evidente que Caim, mesmo conhecedor de Deus, não tinha uma vida com Ele. Ele fazia as coisas metodicamente mais por costume do que por necessidade de se aproximar do Pai. Quantas pessoas não podemos ver assim hoje nas nossas igrejas? Gente preocupada em alegrar o pastor ou seu líder. Pessoas que acham que estão fazendo um ‘favor’ a Deus quando gastam algum tempo num ensaio ou em algum ministério. O pior de tudo é fazermos algo que achamos correto quando estamos totalmente fora da vontade e direção de Deus.

Essa vida rotineira é o primeiro erro do crente, o qual o ajudará cada vez mais a se parecer com Caim.

Mas por que uma pessoa chega a esse ponto? Simples! A falta de Deus no nosso dia-a-dia, a falta da palavra, a falta de tudo! Na verdade esse tipo de gente está mais para simpatizante do evangelho do que para um crente no Senhor Jesus Cristo.

 

Deus abençoe a todos.

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                Quem lê este título imagina que vou escrever sobre os constantes e podemos dizer praticamente eternos confrontos entre judeus e muçulmanos no oriente médio. Enganou-se. Ou pode pensar que vamos viajar no tempo e entender um pouco mais sobre as cruzadas e os enfrentamentos com os islâmicos na Jerusalém outrora assediada por tantos povos. Enganou-se outra vez.

                Na verdade o termo Guerra Santa não deveria ser usado, pois não se trata de uma guerra propriamente dita. Quanto aos envolvidos, de “santo” não possuem nada.

                Quero compartilhar o que penso em relação a esse bate boca entre Edir Macedo (vulgo Bispo Macedo) e Valdemiro Santiago (autointitulado Apóstolo Valdemiro). Para muitos os termos “vulgo” e “autointitulado” podem gerar certa polêmica ou indignação. A esses, desde já peço perdão se feri princípios ou causei algum desconforto, mas afirmo que para mim os dois indivíduos citados acima nada mais são do que duas pessoas normais, rebeldes em suas igrejas originais, criadores de duas seitas que dominam grande rebanho e acima de tudo aproveitadores da ingenuidade e fé existentes na maioria das pessoas que os seguem. Posso ir mais além e compará-los aos padres que vendiam os populares “terrenos no céu” na época da inquisição.

                Exagero meu? Não penso assim. Gostaria de ver Jesus chegando a um culto desses. Tenho certeza que se Ele comparecesse a dez reuniões, nas dez tiraria o chicote e começaria a expulsá-los de lá. Não só a eles, mas a muitos seguidores também. Por um lado temos o Edir Macedo e sua constante e incansável corrida contra a Rede Globo. Para isso ele não mede esforços em usurpar cada vez mais o bolso de seus fiéis seguidores e ostentar riquezas particulares que aumentam exponencialmente. Obrigou seus editores e repórteres a fazerem uma reportagem sobre o enriquecimento e bens do Valdemiro, mas não é capaz de olhar para o próprio umbigo. Por que a Record não mostra a mansão que ele possui em Miami? Por que a Record não mostra como que ele conseguiu comprar a emissora, com quais recursos? Por que a Record não mostra a lavagem de dinheiro que existe entre ela e a Igreja Universal? Lembro bem, há uns anos atrás, que – para efeito de comparação – a Globo venderia as madrugadas  para a igreja pela metade do preço que a Record cobrava. Você pode me questionar dizendo que hoje a Record é um império com vários picos de audiência na liderança. Concordo, pois contra fatos não há argumentos. Mas como isso tudo começou? A emissora mal tinha patrocínio em seu início. Eu imagino a diretoria financeira da Record mostrando os balanços para Edir Macedo e este, por sua vez, apertando cada vez mais o torniquete para que os fiéis da Universal contribuíssem e “exercitassem” mais sua tão suada e sofrida fé. Em Criciúma houve vários casos de pessoas que doaram carros e casas com promessas fúteis de restauração de casamento, prosperidade financeira, etc. Isso tudo sabemos que não passa de palhaçada e roubo legalizado. A Bíblia nos manda contribuir segundo nosso coração. Meu coração está em Deus ou num emprego novo? Meu coração está em Deus ou em ter duas casas na praia? Meu coração está em Deus ou em ter três carros do ano? Meu coração está em Deus ou em virar um empresário? Pense nisso antes de meter a mão no bolso, pois Deus não vai te dar nada se pensares que podes comprar algo dele.

                E nosso irmão Valdemiro? O que dizer dele? Participante inicialmente da Universal, pra mim viu que o negócio era lucrativo e montou um pra ele. Simples, básico. Aí lembro bem, meados de 2004 / 2005 quando ele começou a comprar horários que ninguém mais queria nas madrugadas de emissoras que mal pegavam em rede aberta. Eu até gostava de ver e morria de rir quando entrava aquele crioulo de quase dois metros de altura, todo suado, propositalmente com camisa de manga comprida para que o suor fosse ainda mais exagerado, emaranhado numa multidão de apavorados em busca de soluções para os mais variados problemas – mal eles sabiam que se buscassem a Deus, o resto seria apenas resto. Aí depois que o circo já estava montado, começava a avalanche de milagres. Era cadeira de rodas por todos os lados, gente dizendo que havia chegado com dor nas costas, na cabeça, nas pernas, nos olhos, sabe lá, em qualquer lugar que pudesse doer. Todos tinham a mesma fala, dizendo que haviam chegado ali com essa tal dor e depois simplesmente ela havia sumido (igual podemos ver nos programas do nosso Sílvio Santos evangélico, o R.R. Soares). Quando essas pessoas davam estes testemunhos eu lembrava os massagistas de futebol que pegam um cara se remoendo em dores, derrama uma água mágica e em dez segundos o jogador volta a correr (um dia quero ir ao estádio e pedir uns 200 ml dessa água pra testar). É claro que eu creio em milagres e já vivi alguns. Mas como ouvi numa entrevista do João Alexandre, “era um milagre ver tantos milagres”. O ministério foi crescendo e as ambições extrapolaram o real. Isso fez com que o “apóstolo” precisasse voltar ao modelo anterior, ao modelo que ele tinha abandonado por algum motivo que não sabemos. Então começou a choradeira atrás de dinheiro, pois a obra era de Deus e não poderia parar, pois o programa deveria ser pago aquela semana e ele não tinha dinheiro para bancar, etc, etc. Certa vez pediu abertamente para que as pessoas não dessem mais dízimo em suas denominações e enviassem para ele. Todos sabem que foi o fundados do trízimo (trinta por cento do seu rendimento). Nessa última semana pudemos ver porque tanto choro e vela. Enquanto os humildes se espremem em pé para ouvir a palavra de Deus, as milhares de cabeças de gado que o Valdemiro possui andam tranquilamente pelos campos em busca de bons pastos. Quem sabe os bois possam indicar aos fiéis onde realmente exista um bom pasto verdejante e água que sacie a sede dessas pessoas.

                A pergunta que faço a todos e a Deus: “              Quando que essa palhaçada vai acabar?”

                Chega dessa gente que ao invés de pregar o genuíno evangelho acabam por competir em quem tem mais gente, em quem ostenta mais fazendas, em quem faz mais milagres, em quem tem o melhor título perante os homens! É bispo, apóstolo, patriarca e agora falta o que? Algum Jesus novo? Quando que homens de Deus se levantarão contra esses aproveitadores? Quando que a igreja vai dizer abertamente: “Nós não concordamos com essas atitudes”? Sinceramente acho que esse dia vai demorar, pois este modelo está cada vez mais contaminando e corrompendo pobres e inocentes pastores que lutam para pagar água, luz e conseguir manter suas humildes igrejas de pé. Está na hora de radicalmente nos convertermos – no sentido próprio da palavra – e virarmos as costas para o mundo e para essa religião evangélica light, essa religião que se adapta a nós.

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