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Archive for novembro \27\UTC 2012

               

                Nos últimos anos o crescimento do mercado gospel sem dúvida tem crescido avassaladoramente. Não temos como negar que a música cristã avançou a patamares nunca encontrados na história e jamais imaginados por nossos queridos músicos e cantores do passado. Graças a Deus que temos facilidades, custos menores e é claro, uma generosa abertura do mercado secular.

                Mas isso tudo nos cobra um preço um tanto alto que a cada dia vem escandalizando mais e mais pessoas que simplesmente querem olhar para a cruz e não ser influenciadas pelo meio em que vivem. Pessoas que aceitaram o IDE sem propor negociação com o Senhor, que vão sem saber se vão voltar, que não levam bolsa nem alforje, que entram numa casa e comem do que há na mesa sem contestar, que por onde passam curam enfermos e anunciam o reino de Deus.

                Infelizmente a esses não temos reposição. Essas pessoas são poucas e sem substitutos, pois os que o podiam fazer, a cada dia maravilham-se mais com as propostas e o brilho do que virou algo que chamam de “evangelho” nos dias de hoje. Um evangelho light que nada tem a ver com o pregado por Jesus e espalhado pelos discípulos e apóstolos. Um evangelho que se baseia no ter e não no ser. Um evangelho que prega que se eu tiver problemas financeiros, é sinal que o devorador está me atacando. Se eu tiver problemas generalizados é sinal que tenho algum pecado oculto que não quero declarar. Um evangelho formador de carrascos sujos e cheios de pecados que adoram colocar um dos seus no paredão de um culto de ceia e jogar pedras de todos os lados pelo simples fato dele ter declarado publicamente um pecado. Um evangelho que estipula preços para ser levado adiante. Um evangelho que cobra altos valores para ser entoado em falsos louvores criados a partir de necessidades de cumprir-se um contrato com uma gravadora. Um evangelho que possibilita a um cantor dizer não a uma igreja, pois ela não tem o valor exato do seu cachê, digo, oferta de amor. Um evangelho que tornou pessoas concorrentes uns dos outros para ver quem manifesta mais dons espirituais, quem fala mais tipos de línguas estranhas ou quem já fez o maior número de curas. Um evangelho que faz um pregador bater no peito e dizer que em sua pregação várias pessoas já aceitaram a Jesus. Um evangelho que deixou de lado todo o poder mostrado por Jesus para nos ensinar a ter medo de olhos grandes, a ter medo de feitiços, a participar de campanhas onde pagamos razoáveis quantias em troca de algum amuleto outrora ungido por mãos que nem sabemos serem santas. Um evangelho que menospreza pessoas dentro da igreja e a divide em classes sociais. Um evangelho que proíbe apenas dois pecados: o vício e o adultério. Um evangelho que criou uma liturgia maligna dentro das igrejas ondem o espírito santo, coadjuvante, tem hora certa para entrar e para sair de cena. Um evangelho onde os fins justificam os meios, pois ao pagar exorbitantes somas de dinheiro a um cantor ou pastor nada se fala, pois o que importa é levar pessoas a Cristo. Um evangelho onde o missionário é esquecido e abandonado no campo enquanto os membros de sua igreja estão preocupados em ver quem comprará o primeiro carro recém-lançado. Um evangelho onde a oferta da viúva pobre é ridicularizada, pois não tem valor para nada. Um evangelho onde o farisaísmo tomou conta e sim, suas ofertas são bem recebidas e ganham o título de “irmão abençoado”. Um evangelho onde empresários fraudam o fisco, mas não há problema pois seus dízimos ajudam a pagar o aluguel da igreja. Um evangelho onde um jogador de futebol faz orgias constantes com “marias chuteiras” e “piriguetes”, mas seu pastor não vê problema, afinal seu dízimo sozinho já consegue manter a igreja. Um evangelho onde historicamente todas as igrejas condenavam atos de uma grande emissora televisiva mas nos últimos tempos nossos artistas gospel estão assinando contratos com ela pois as somas de dinheiro compensam. Um evangelho onde crentes sentam à frente da TV para ver uma novela espírita e macumbeira, sabem o nome de todos os personagens – inclusive participações de novelas anteriores – mas não conseguem citar meia dúzia de versículos. Um evangelho onde a pregação da salvação sumiu dos púlpitos pois ela vai contra nossa carne e possivelmente ao longo do tempo esvaziará a igreja. Um evangelho onde um pastor cara de pau é capaz de dizer que uma pessoa não foi curada pois ela não teve fé o suficiente. Um evangelho onde a podridão da política entrou de tal forma nas igrejas que pastores viram as costas a seus chamados em troca de vastas somas de dinheiro. Um evangelho onde pastores são acusados nacionalmente por uma revista famosa de serem mandantes de crimes, de participarem de lavagem de dinheiro e são acusados de formação de quadrilha. Um evangelho onde uma igreja foi condenada pelo governo a devolver significativa quantia de dinheiro desviada de verbas assistenciais para que pudesse construir seu próprio templo. Um evangelho onde pastores políticos enquadram-se no “ficha limpa”. Um evangelho onde as letras das canções muitas vezes vão totalmente contra a bíblia mas por serem cantadas por mocinhas famosas, não há problema nisso. Um evangelho onde um cantor emergente faz uma promoção para seus fãs passearem de limusine pela cidade. Um evangelho onde um pastor presenteia bíblias mediante uma oferta voluntária de novecentos reais. Um evangelho onde este mesmo pastor pede de oferta o valor de um mês do seu aluguel, tão difícil de ser honrado todos os meses junto ao seu credor. Um evangelho onde esse mesmo pastor trás um americano para – através de pura numerologia – nos dizer que deveríamos dar uma oferta agora de novecentos e onze reais. Um evangelho onde nas igrejas há uma guerra para que as pessoas levantem as mãos e louvem a Deus verdadeiramente, mas se vier um cantor “de fora”, a tietagem enlouquece.

                Poderia ficar citando mais um número infinito de casos. Muitos já deixaram de ler, pois a verdade cria conflitos em nosso interior e muitos desconfortos.

                Não sou ninguém para falar isso e certamente nunca teria possibilidade de expor estas palavras num púlpito ou qualquer outro lugar onde houvesse um ajuntamento de pessoas. Mas peço que pesquisem na internet pregadores de verdade como David Wilkerson, Leonard Ravenhill, Paulo Júnior, Paul Washer e outros tantos que temos por aí. Fica a dica de um site muito bom com pregações e trechos: www.defesadoevangelho.com.br

                O título deste texto é: “Profeta Elias, quanto vale a tua unção?” e eu pergunto a todos: Onde estão os profetas Elias nos dias de hoje que rejeitam os presentes em troca de milagres, ou pregações encomendadas, ou bênçãos que nunca chegam, ou cargos nas igrejas? Onde estão os homens e mulheres de Deus que não encobrem erros dos outros só porque são irmãos em Cristo ou simplesmente amigos? Onde está a geração de João Batista que declara o reino de Deus a quem quer que seja sem se preocupar se vão gostar ou não das duras palavras que saem de sua boca? Onde estão os discípulos de Jesus que fazem a obra por amor e não se preocupam com o dia de amanhã?

                Um sábio pastor e também ícone nacional na área de louvor disse: “Não ponha preço na sua unção pois vai chegar um dia que deixarás de fazer a obra pois a igreja não terá como pagar”.

               

                Quanto vale a sua?

 

 

                Deus abençoe a todos,

 

                Amilton dos Santos Júnior

                https://amiltonsantosjr.wordpress.com

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